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As "fraldas" de Nuno Espírito Santo

por O administrador, em 19.04.17

O FC Porto comprometeu a luta pelo campeonato com o empate em Braga.
Na “sexta-feira santa”, o Benfica dominou, despachou e matou o Marítimo na primeira parte do jogo. A precisar de uma exibição convincente, os encanados foram expressivos pelo menos no resultado. E o FC Porto tinha a necessidade de vencer para se manter a um ponto de distância, na luta pelo título, crente num deslize do rival.
O SC Braga é um adversário sempre difícil, sobretudo no seu estádio. Com a chegada de Jorge Simão, parece ter baixado o rendimento, mas ainda apresenta margem para gerir os sete pontos que o seguram nos lugares europeus, no que resta do campeonato. É um adversário tradicionalmente complicado para os “grandes” e era uma expectativa do Benfica para esta jornada. E confirmou a confiança encarnada ao travar o FC Porto.
Entrou de rompante e marcou logo a abrir (6’) conseguindo ser superior aos azuis e brancos no primeiro tempo. E, note-se, não fosse a pontaria de Pedro Santos para o poste, no penálti, e o FC Porto teria pela frente uma tarefa ainda mais complicada. Mas na segunda parte os dragões tomaram conta do jogo enquanto os arsenalistas iam tentando explorar distrações para contra-atacar. O FC Porto conseguiu o golo do empate e manteve o domínio mas não foi além disso.
Neste jogo, como em tantos outros, há um elemento a destacar: Nuno Espírito Santo. No Estádio AXA – a que muitos chamam “pedreira” – o Braga “é duro que nem uma pedra”; era necessário constituir uma equipa com um meio campo forte. E o treinador portista não foi na provocação de Jorge Simão para colocar Corona de início: optou por André André e Danilo, sempre combativos, a libertar a criatividade de Oliver Torres, com Brahimi a descair para um dos lados no apoio constante a Tiquinho Soares e André Silva. Mas o jogo mudou bem cedo com o 1-0.
Depois de passados 10’ da segunda parte, ainda em desvantagem, o treinador azul e branco lá puxou de Jesus Corona para ver se ressuscitava o seu Porto. E conseguiu o empate, 7’ depois. Mas o resultado estava aquém das necessidades do FC Porto… A equipa atacava mas não criava oportunidades flagrantes de golo. Os adeptos e Nuno Espírito Santo assistiam à desinspiração dos seus avançados. Mas o treinador optou por manter a equipa sem substituições até faltarem apenas 6’ para os 90’ onde abdicou de Brahimi e André André para colocar em campo Otávio e Herrera, mantendo a formação tática. E o resultado manteve-se.
Este empate deixou o FC Porto a três pontos do rival SL Benfica, para quem o fim de semana foi realmente santo. Como acontecera há duas jornadas, é mais um falhanço do clube azul e branco no assalto à liderança. A equipa não tem sido capaz de aproveitar os desaires dos encarnados, tremendo! Nesta fase da época, a diferença pontual, ainda que mínima, é muito importante. São três pontos que separam dois plantéis de enorme qualidade, onde o FC Porto parece ter mais soluções; e, de considerar que o Benfica vendeu Gonçalo Guedes – que assumia um papel de relevo na equipa – para o Paris Saint-Germain.
Quando assim é, a gestão do plantel assume um papel fundamental. O treinador tem a função de gerir a equipa para satisfazer os adeptos com jogo de qualidade, vitórias e títulos. Quase como se fosse uma representação deles em campo. Para isso, é preciso assumir a qualidade, lutar a cada jogo e enfrentar as “finais” que faltam com toda ambição. Não basta criar espíritos de “Somos Porto” sem dar um “murro na mesa”; a massa associativa e a grandeza do Porto não aceitam o refúgio atrás de um ponto quando precisa dos três.
Assim, esta Liga NOS tem um nome a destacar: Rui Vitória. O Benfica não tem convencido mas tem vencido. O treinador encarnado tem feito um trabalho notável. Chegou, viu e venceu. Foi capaz de se adaptar aos objetivos e à grandeza do clube da Luz e tem conseguido o merecido sucesso. Por outro lado, Nuno tem o espírito mas não é visto como um santo. A equipa falha a cada oportunidade e não é por falta de qualidade. Curioso seria ver Rui Vitória à frente do FC Porto. O que faria o treinador com a qualidade que Nuno tem à disposição? Sem contratempos de maior, e vendo pelo que tem feito na Luz, quem sabe não faria os adeptos recuarem 10 anos no tempo, onde festejavam títulos a cada ano, nacionais e internacionais.
A cinco jornadas do fim, um ponto no jogo é pouco. Nuno tem medo! A equipa precisa de mais, precisa do golo, precisa da ambição de vitória em todos os jogos. Precisa de um líder sem medos, capaz de enfrentar todas as batalhas em busca de vitória com todos os riscos que possa correr. Agora resta ultrapassar o caminho Marítimo e descobrir as Chaves que permitam sonhar com o título, sempre crente em Jesus na próxima jornada. 

 

 

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 Foto retirada da internet

 

 

 

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publicado às 19:14


1 comentário

De Planeta Cultural a 19.04.2017 às 19:20

Aqui está algo que diz muito claramente que o FC Porto mais uma vez não acertou no treinador para ser campeão....

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